Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007

Dor

Cala-te!
Já não suporto ouvir a tua voz dizendo todas aquelas coisas que eu sei que são mentira.
Tu pensas apenas em ti e não te importas que possas ferir alguém , as ilusões que tentas criar apenas para ti são criadas agora.
Cala-te!
Desaparece da minha vista por uns tempos, desaparece até eu conseguir dizer que te perdoo tudo o que tens feito.
Não, não fales mais. Não percebeste ainda por minhas palavras que as coisas agora são diferentes, eu não acredito quando falas, quando dizes todas aquelas coisas que eu gostava que fosse verdade, mas não são.
Deixa-me, deixa-me ficar sozinha. Quero ouvir por entre o silêncio o grito da minha revolta, deixa-me ficar em silencio longe de tuas mentiras.
Cala-te!
Pára de olhar para mim como se eu é que te tivesse a ferir, o caminho foste tu que escolheste, quando eu te disse o que sentia tu preferiste a mentira pois então aqui a tens, a mentira que criaste é a própria mentira em que agora vives.

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publicado por Sónia de Oliveira às 10:51
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